Produtores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul participam, em Cuiabá (MT), de evento da Áster voltada ao fortalecimento da gestão, da inovação e da sustentabilidade no agronegócio

João Victor Minozzo – produtor rural
Há um momento na vida de toda propriedade rural em que a principal pergunta deixa de ser sobre produtividade. Ela passa a ser sobre continuidade. Quem dará sequência ao trabalho construído ao longo de décadas? Como preparar a próxima geração para assumir responsabilidades cada vez maiores? De que forma inovação, tecnologia e gestão podem garantir que um negócio familiar atravesse gerações mantendo sua competitividade? Foi a partir dessas reflexões que nasceu o “Conexão Áster – Um encontro entre o nosso legado e quem cultiva o campo do futuro”, realizado pela Áster, para produtores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A iniciativa teve origem em uma demanda trazida por um produtor rural que vive exatamente esse momento de transição. João Victor Minozzo, de Campo Novo do Parecis (MT), participa do processo de sucessão nos negócios da família e manifestou interesse em aprofundar conhecimentos sobre gestão e governança. “Com o processo de assumir mais responsabilidade na propriedade, eu passei a enxergar oportunidades de melhorias. Fiquei surpreso e feliz ao saber que fui eu quem gerou a iniciativa deste encontro”.

|
Iure Rossato e a filha Luciana Rossato |
||
|
O encontro também foi uma oportunidade para aprofundar o entendimento sobre os desafios e as oportunidades que envolvem a gestão das propriedades rurais. Para Iure Rossato e sua filha, Luciana Rossato, produtores de soja e milho em Maracaju e de gado em Sidrolândia, ambos em Mato Grosso do Sul, a experiência teve um significado especial. Aos 19 anos, Luciana representa a nova geração da família que começa a assumir um papel mais estratégico nos negócios. “Eu e minha irmã sempre participamos do dia a dia da propriedade. Colheita, plantio, operação das máquinas, desde pequenas. Agora, estou buscando entender mais sobre a gestão, a governança e os processos que garantem a continuidade do negócio da família”, afirma.
Para o presidente da Áster, Luiz Piccinin, as transformações vividas pelo agronegócio exigem que produtores e empresas ampliem a visão sobre seus negócios, indo além da produtividade e da tecnologia. “O produtor não quer apenas máquinas ou peças. Ele quer soluções para os desafios da sua propriedade. As máquinas são o meio. O que realmente importa é ajudá-lo a produzir mais, com eficiência, sustentabilidade e segurança para o futuro.” A avaliação reflete uma mudança cada vez mais evidente no setor. Se antes a competitividade estava concentrada principalmente na adoção de novas tecnologias, hoje ela também passa pela capacidade de estruturar processos, profissionalizar a gestão e preparar as próximas gerações para dar continuidade aos negócios. Nesse contexto, segundo Piccinin, o Conexão Áster surge como um espaço de aprendizado e troca de experiências, reunindo produtores que compartilham desafios semelhantes e buscam soluções para suas propriedades. “Ao longo de mais de 30 anos, a Áster construiu uma história baseada em gestão, planejamento e visão de longo prazo. Queremos compartilhar esse conhecimento com os produtores e contribuir para a evolução dos seus negócios. Quando o produtor cresce, se fortalece e alcança resultados melhores, nós também cumprimos o nosso propósito. O sucesso dele também é o nosso sucesso.”
Diretora administrativa da Áster, Iara Nunes O desafio de garantir a continuidade – Dados do setor mostram que uma parcela significativa dos produtores rurais brasileiros está próxima da aposentadoria, enquanto muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para estruturar a transição entre gerações. Segundo a diretora administrativa da Áster, Iara Nunes, discutir governança e sucessão deixou de ser uma pauta para o futuro. “O agro está envelhecendo, há uma preocupação pela longevidade no campo.” Nesse contexto, ferramentas de governança ganham importância estratégica. A definição clara de papéis, a profissionalização da gestão e a criação de processos de tomada de decisão ajudam a reduzir conflitos familiares e aumentam as chances de continuidade dos negócios rurais.
|
Presidente da Aster – Luiz Piccinin
